
O pior acidente nuclear da história
No dia 26 de abril de 1986, enquanto operários trabalhavam na usina nuclear da cidade de Chernobyl na Ucrânia, a tampa do reator dessa usina se abre e, em uma explosão, são espalhadas diversas partículas de urânio e grafite sobre a cidade. Acabara de acontecer o pior acidente nuclear da história. Graças à coragem de algumas pessoas, uma segunda explosão foi evitada.
Bombeiros jogavam água, mas o fogo não cessava. Mal sabiam eles o perigo ao qual estavam expostos. Não só eles, mas todos nas proximidades estavam expostos à radiação.
Duas pessoas morreram naquela mesma noite e 28 morreram depois. A população não foi notificada do perigo que corriam.
Nas primeiras horas da manhã as nuvens já estavam contagiadas, uma fumaça fina rondava a cidade: era a radiação.
Um fotógrafo sobrevoou o local. Inocentemente, abriu o vidro da janela e começou a tirar fotos do acidente. Então ele teve a impressão de estar em um buraco negro, no meio do espaço, e a câmera começou a “pifar” deveria ser porque a grafite queimou e derreteu o urânio.
Nesse mesmo dia, a três quilômetros dali, os habitantes de Pripyat, prosseguiam com o cotidiano normalmente. Não sabiam do que havia acontecido. O boato era de um incêndio na usina de Chernobyl. Sentiam um gosto ácido na boca, mas não sabiam que se tratava de iodo radiativo.
Enquanto crianças brincavam nas ruas, profissionais mediam a taxa de radioatividade no local: 15 mil H/T. À noite este número já tinha subido para 600 mil H/T. Ou seja, uma dose 50 vezes maior que a suportável. Após 15 minutos essa dose poderia ser letal.
O governo não dava informações a ninguém, e 20 horas após o acontecido nenhuma providência havia sido tomada.
Finalmente, no dia 27 de abril, 30 horas depois do acidente as primeiras providências foram tomadas: as professoras reuniram as crianças e deram pílulas de iodos para todas. Depois os pais vinham buscá-las. Todos com pressa, mas ninguém em pânico.
Teriam 2 horas para arrumar suas coisas e ir para porta de casa, esperar o ônibus. Idosos ficaram para trás por se recusarem a sair dali. Ninguém sabia direito o que estava acontecendo só obedeciam apenas idosos quiseram ficar para trás.
48 horas depois, somente militares e cientistas ficaram ali, subestimando a gravidade do acidente.
Entre 26 e 27 de abril a poeira radioativa se espalhava com o vento e com a chuva. No dia 28 ela já havia chegada à Rússia e foi detectada, perto de uma usina, na Suécia. A população foi avisada do acidente.
Três dias depois, a União Soviética viu as primeiras imagens da cratera. A Europa inteira estava à mercê de gás e poeira contaminados.
Três dias após a explosão Moscou enviou um general para chefiar o combate ao incêndio. O local estava muito quente, mais de 1000 H/T.
Ele e seu exército tinham que apagar o incêndio, fechar o reator (pois a radiação continuava se espalhando) e fazer com que o vento não se espalhasse.
Soldados se revezavam para, de helicóptero,jogar no local uma mistura de areia e ácido fólico. Após jogar cerca de seis sacos iam se lavar e comer, mas começavam a vomitar, ter náuseas e diarréia. Então foram levados ao único hospital do lugar que poderia tratar do caso. Que infelizmente chegou a deteriorização de medula.
A maioria deles morreu rápido, pois receberão doses cancelares de radiação. Enquanto isso o governo noticiava que o perigo havia passado e incentivava a comemoração do 1º de maio. Uma semana depois 130 mil pessoas tiveram que se mudar de uma cidade na Ucrânia: a cidade havia sido isolada.
Em Chernobyl, o perigo aumentava: a parte inferior ameaçava rachar e se isso acontecesse o magma penetraria no solo se encontrando com lençóis de água resultando em uma explosão que poderia ser 10 vezes maior.
O dever dos soldados era se arriscar removendo a água e selar as rachaduras.
Em meio às tentativas, 600 pilotos foram contaminados e morreram, técnicos inseriram termômetros no local e Chernobyl chegou até a receber a visita de um ministro.
O ministro deu 24h para que se reunissem 30 mineiros, que logo começaram a cavar um túneo, sem descanso, se revezando. Bebendo água radioativa, sem máscara a 54°C sem saber da gravidade do que faziam.
Conseguiram fazer em um mês um túneo que normalmente seria feito em três meses. A maioria morreu antes dos quarenta anos. Mortes nunca registradas.Os que não morreram, precisaram (ou precisam) ficar internados em hospitais ao menos uma vez por ano até o final de suas vidas.
Em julho de 1986, em volta da usina ainda havia lixo radioativo. Em sete meses, 100 mil soldados, cientistas e biorobôs (homens eu usavam roupas cobertas de chumbo e treinados para trabalhar como robôs), conseguiram retirar todo lixo e construir um sarcófago metálico que cobrisse todo reator. Afinal, o trabalho era feito aos poucos. Ninguém poderia trabalhar mais que alguns minutos ou segundos.
Atualmente, mais de 20 anos depois, o sarcófago, que foi feito para durar 30 anos está enfraquecido, mas a Ucrânia não tem recursos para começar a construção que já está dez anos atrasada.
Os líderes mentiram, os registros mentem e, os heróis que se arriscaram por todos não são reconhecidos. Pessoas que perderam a saúde e não podem trabalhar, e que mesmo assim o governo quer lhes tirar o pouco que recebem, e que está longe de ser o merecido.
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